Reneide Graciele, Advogado

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Thiago Noronha Vieira, Advogado
Thiago Noronha Vieira
Comentário · há 10 anos
Prezada Natália,

A que, inicialmente presto meus mais sinceros parabéns pelo belo artigo escrito e pela sua verdade ao impor seu ponto de vista. E, confesso, se estivesse lendo há quatro meses, concordaria em gênero, número e grau.

Para mim o mais valioso e que serve de regra é o seu seguinte trecho: "Portanto, meus caros, fica aqui meu apelo: não se apressem por 'mostrar serviço' quando isso implicar em deixar de lado a técnica necessária ao bom desempenho da advocacia. Redijam, leiam e releiam sem pressa a petição inicial e não cedam a pressões de clientes, a menos que se trate de um caso de vida ou morte."

A despeito do artigo, com a devida vênia, só queria discorrer rapidamente sobre a mitigação do peticionamento. Quando comecei, há pouco mais de seis meses, tinha a exata visão que você. Construía minhas petições com o máximo de zelo, pecando pelo excesso de recortar trechos das legislações, marcar, remarcar, mastigar o direito da forma que ficasse bastante claro para quem quer que lesse a petição.

Porém, com o passar do tempo, percebendo nos gabinetes a forma como as petições são tratadas, confesso que passei a ser mais metódico. Isso não quer dizer displicência com a petição ou direito, mas simplesmente entender que a petição é feita para ser lida e, como tal, deve ter uma redação rápida, clara, precisa. E, muitas vezes, na academia somos estimulados a um juridiquês exacerbado ou mesmo uma enrolação.

Certa feita, um professor havia dito em sala: "minhas petições de consumidor eu gasto, no máximo quatro laudas". Na época, eu achava um absurdo. Pensava comigo "como? como ele consegue dizer o direito de um cliente, aplicar no caso concreto de forma tão sintética?".

Mas é justamente isso, na petição precisamos dizer o direito, não mastigá-lo. Até porque quem lê, normalmente, também o sabe.

Então, mantendo a sua máxima de prezar pelo bom trabalho, só gostaria de fazer uma ressalva que uma boa petição nem sempre é uma grande petição. E que deixar algumas coisas não ditas, por vezes, pode ser estratégico.

Ademais, parabéns!

Atenciosamente,
Thiago Noronha Vieira
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